Petrobras é denunciada por vender sondas por 10% do valor que foram construídas

O Sindipetro e um representante da Federação Única do Petroleiros estão denunciando o que seria uma grave irregularidade da Petrobrás: a venda das sondas de exploração de Petróleo, P-59 e P-60 para uma empresa internacional, a Rowan Companies, com sede em Dubai por apenas 10 % do valor  que cada uma das plataformas valem: US$ 38 milhões cada uma. Para construir as duas, aqui no Brasil, a Petrobrás investiu mais de US$ 720 milhões. Elas entraram em operação  há pouco mais de  cinco anos.

No dia 20, sexta-feira passada, Radiovaldo Alagoinhas, membro da direção do Sindipetro e da FUP, postou um vídeo nas redes sociais, diretamente do canteiro da Petrobrás em São Roque do Paraguaçu, em Maragogipe, onde ele mostra as duas plataformas que serão mandadas para oriente médio. No domingo (22) elas começaram a navegar para o Oriente Médio.

dsdsSegundo Radiovaldo: “ Esse é o retrato da atual direção da Petrobrás . Dois patrimônios da empresa, duas plataformas  novas que entraram em operação há pouco mais de cinco anos que foram vendidas literalmente a preço de banana. 

Vendidas por menos de 10% do valor que foi gasto, que foram construídas aqui, que gerava empregos aqui no Brasil, que poderiam estar em operação, sendo utilizadas aqui em nosso país e que agora foram leiloadas, leiloadas, não, vendidas de forma graciosa para uma grande multinacional, que levará definitivamente para fora do país. É um absurdo.

São situações como estas que nós da direção do Sindipetro estamos denunciando sistematicamente. É por isso que a gente aponta o que significa e o que significou e o que pretende a atual direção da Petrobrás, quando avalia um absurdo como esse.

Nós estamos aqui denunciando isso, porque a categoria petroleira, a sociedade brasileira precisa ter conhecimento de absurdos como esses. Para repudiar a direção da Petrobrás que atenda contra a soberania do povo brasileiro. ”

As plataformas começaram a ser construídas pela Odebrecht, UTC e Queiroz Galvão, em 2008. As unidades tem capacidade para operar em locais onde a profundidade pode ir ate 110 metros, com capacidade para perfurar poços com até 9 mil metros em condições de alta pressão e temperatura. Em setembro de  2015, para usar a palavra da moda na Petrobrás, a companhia “hibernou”  quatro sondas flutuantes próprias da Petrobrás.

Os profissionais próprios e terceirizados que atuavam nessas plataformas foram  realocados conforme a demanda, respeitados os contratos vigentes e a maioria demitidos. Cada plataforma tem de 80 a 100 profissionais trabalhando. Desse total, 70% a 80% é terceirizado. A plataforma apesar de não produzir é utilizada na perfuração de poços. Duas delas, a P-59 e a P-60, estavam sendo  utilizadas como flotel. Ambas eram utilizadas como dormitório e ponto de descanso para os trabalhadores que prestam serviço em outras unidades.

Fonte: O Petróleo