MOÇAMBIQUE APROVA PLANO DE DESENVOLVIMENTO NA BACIA DE ROVUMA QUE VAI CRIAR MILHARES DE EMPREGOS

O Governo moçambicano aprovou o plano de desenvolvimento do consórcio liderado pela petrolífera norte-americana Anadarko para transformar a península de Afungi, norte de Moçambique, numa zona industrial de exportação de gás natural.  O objetivo é permitir o desenvolvimento da atividade de liquefação de gás natural, de forma a viabilizar economicamente a exploração da Área 1 da Bacia de Rovuma. Os principais ganhos esperados incluem a comercialização de recursos com um fluxo de receitas  estimados em 30,7 mil milhões de dólares provenientes de impostos e partilha de lucros de gás até 2047. O consórcio que explora a Área 1 é constituído pela norte-americana Anadarko (26,5%), a japonesa Mitsui (20%), a indiana ONGC (16%), a petrolífera estatal moçambicana ENH (15%), cabendo participações menores a outras duas companhias indianas, Oil India Limited (4%) e Bharat Petro Resources (10%), e à tailandesa PTTEP (8,5%).

O desenvolvimento de infraestruturas, a criação de 1.500 postos de empregos nas fases de perfuração, construção e operação são as consequências imediatas e  um dos principais ganhos de Moçambique com o projeto da Área 1, cujo custo de financiamento é estimado em 12 bilhões de dólares. Um  grupo de empresas vai explorar o gás natural encontrado no fundo do mar, 16 quilômetros ao largo da província de Cabo Delgado. Depois de extraído, o gás será encaminhado por um gasoduto para a zona industrial que será construída em terra, na península de Afungi, onde será transformado em líquido e conduzido para navios especiais para exportação. O plano prevê duas linhas de liquefação, instaladas com capacidade anual de produção de 12 milhões de toneladas por ano de gás natural líquido. Outro consórcio de empresas petrolíferas vai explorar a Área 4, também na Bacia do Rovuma, mais a sul, e anunciou a decisão final de investimento. Em cinco anos será iniciada  início a exploração, que prevê a exportação de 3,3 milhões de toneladas por ano.

Fonte: PetroNotícias