Fitch atribui rating de subsidiárias da Energisa

A agência de classificação de risco Fitch Ratings atribuiu nesta terça-feira, 30 de janeiro, o Rating Nacional de Longo Prazo ‘AA+ (bra) ’ às propostas de quarta emissão de debêntures da Energisa Paraíba, num total de R$ 180 milhões; de oitava emissão de debêntures da Energisa Mato Grosso, no montante de R$ 470 milhões; e de décima emissão da Energisa Mato Grosso do Sul, no valor de R$ 150 milhões. As emissões serão realizadas em séries únicas e com vencimento em 2021. As subsidiárias contarão com garantia fidejussória da Energisa, controladora das três empresas. Na mesma avaliação, a Fitch ainda publicou o Rating ‘AA+(bra)’ da EMT.

Os ratings das subsidiárias, assim como das emissões propostas, baseiam-se no perfil de crédito consolidado do grupo, cuja alavancagem líquida deve se manter na faixa de 2,0 vezes a 3,0 vezes nos próximos quatro anos, apesar do fluxo de caixa livre (FCF) negativo.

A forte posição de liquidez e o alongado cronograma de vencimentos da dívida consolidada também foram considerados. Em termos de negócios, a diversificação dos ativos da Energisa, que conta com nove distribuidoras, é positiva, pois dilui os riscos operacionais. Para a agência, no entanto, o segmento de distribuição apresenta mais riscos do que os de transmissão e geração, o que prejudica o rating de empresas com atuação concentrada no segmento. A análise incorporou o moderado risco regulatório do setor energético e seu risco hidrológico, atualmente acima da média histórica.

A Fitch considera administrável o cronograma de vencimentos da dívida no âmbito da holding, apesar do ainda baixo montante de dividendos recebidos nos últimos anos (R$ 271 milhões no período de 12 meses encerrado em setembro de 2017). O alto índice dívida total/dividendos recebidos, de 7,2 vezes no mesmo período, foi mitigado pelo elevado saldo de R$ 725 milhões, pelo alongado perfil de vencimentos da dívida total, R$ 1,9 bilhão, e pela possível conversão de R$ 500 milhões de dívida em capital. A agência também considera gerenciáveis os aportes de capital, estimados em R$ 300 milhões, nas duas linhas de transmissão adquiridas no leilão de abril de 2017.

Fonte: Canal Energia