Engepet

Empresa aposta na inovação e colhe bons frutos

Fundada em novembro de 1999, a Engepet – Empresa de Engenharia de Petróleo Ltda – iniciou, efetivamente, suas atividades em janeiro do ano seguinte. Formada a partir de uma sociedade entre quatro ex-funcionários da Petrobras, a empresa tinha como intuito inicial atuar nas áreas de consultoria e de elaboração de projetos para empresas ligadas ao setor de petróleo e gás, a exemplo da Petrobras.

Contudo, o potencial da empresa e o perfil empreendedor e inovador de seus fundadores fez com que, em pouco tempo, ela fosse muito além. Com dois anos de existência a Engepet passou a atuar, também, na produção de peças e equipamentos de elevação do petróleo. O início dessas atividades se deu diante de uma necessidade identificada durante uma consultoria que a empresa prestava à Petrobras/Colombia.

“Em 2001 tivemos que prestar uma consultoria à Petrobras/Colômbia e viu-se a necessidade de se fabricar e instalar um determinado equipamento lá. Eles não sabiam como produzir esse equipamento na Colômbia e perguntaram se podíamos fabricar. Nós já tínhamos essa experiência em Sergipe, na Petrobras, então fabricamos esse equipamento aqui no Estado. Foram, inicialmente, produzidos dois, que fizeram muito sucesso, e depois mais doze”, conta Homero Pessoa Pinto, sócio administrador da Engepet.

A partir daí, a empresa percebeu uma oportunidade de começar a atuar na área de produção, aperfeiçoando peças já existentes e desenvolvendo novos equipamentos e tecnologias que pudessem auxiliar numa melhor produtividade dos poços de petróleo. Segundo Homero, a empresa já pediu o registro de sete patentes, das quais duas já estão em uso e as demais para serem implantadas.

“A gente tem alguns contratos na área de prestação de serviços de fiscalização de operações de perfuração e completação nos poços de petróleo, sendo, hoje, essa a nossa maior atividade, mas o que a gente gosta mesmo de fazer é desenvolver tecnologia, elaborar projetos e prestar consultoria. É isso que dá nome à empresa. […] A gente tá sempre buscando atender a necessidade do cliente e consideramos que a Engepet é uma empresa de tecnologia”, relata Homero Pessoa.

Uma das inovações da empresa que hoje conta com grande destaque no mercado é o Sistema Pneumático de Elevação tipo BPZ. Trata-se de um sistema de bombeamento que possui capacidade de realizar operações em grandes profundidades. O sistema foi desenvolvido por um dos sócios da empresa quando este ainda era funcionário da Petrobras, e atualmente a Engepet detem o licenciamento para fabricação, fornecimento e operação do equipamento.

O rápido desenvolvimento da empresa é motivo de orgulho para a Engepet. “Quando começamos pensávamos em trabalhar apenas os sócios. Mas já de início surgiu um contrato de fiscalização de operação de sondas no Espírito Santo. Depois vieram as consultorias e em seguida a fabricação dos equipamentos na área de elevação de petróleo na Colômbia. Então foi um desafio muito grande e a partir daí nós entramos em outras áreas como instalação de pequenas estações e operação de pequenos campos de petróleo para produtores independentes, além da fabricação de separadores e de um equipamento denominado Sistema Redutor de Pressão Anulkar (SRP). Este último, inclusive, estaremos exportando seis unidades para um projeto piloto na Argentina nos próximos 30 dias”, explica o sócio administrador da Engepet.

Além disso, Homero afirma que o sucesso da empresa é fruto de muito trabalho, mas também do fato de a Engepet ter no seu quadro pessoal altamente qualificado. “O diferencial da Engepet no mercado é a qualificação da mão-de-obra. Todo o pessoal sênior, engenheiros e técnicos, é oriundo da Petrobras e, pensando no futuro, a gente contratou também alguns engenheiros formados em universidades com cursos na área de petróleo e técnicos formados na CEFETSergipe ”, afirma o sócio da Engepet.

Homero Pessoa destaca ainda que um outro diferencial da empresa está na criatividade de um dos sócios. “Outro diferencial importante é que um dos nossos sócios tem a facilidade de chegar com novas idéias e, junto com outros engenheiros e técnicos da empresa, desenvolver novas tecnologias, novos processos, principalmente na área de elevação de petróleo“, conta.

Satisfeito com o presente e certo de que a empresa está no caminho certo, Homero relata quais são os planos para o futuro. “Nós temos participado de leilões da ANP (Agência Nacional de Petróleo) para operar campos marginais, que são campos que a Petrobras devolveu e a ANP está leiloando. Nós ganhamos uma dessas licitações para um campo de gás no Maranhão, denominado Oeste de Canoas, e depois de três anos conseguimos a licença ambiental e já fomos convocados para assinar contrato de concessão com a ANP para explorá-lo. É um campo já perfurado, já avaliado pela Petrobras, mas considerado há 28 anos como subcomercial. Contudo, hoje é viável em função da comercialização do GNV (Gás Natural Veicular)”, diz Homero.

Além disso, o sócio administrador da Engepet revela que a empresa foi convidada para firmar parceria com uma empresa carioca para a exploração de um campo petrolífero. “Fechamos uma parceria com uma empresa do Rio de Janeiro para operação de um campo de petróleo. Nós estamos iniciando a produção, mas ela ainda está baixa devido as dificuldades operacionais na Ilha que fica no estuário do rio São Francisco. Em função disso nós estamos com previsão para os próximos meses iniciarmos a produção usando a tecnologia do BPZ”, afirma Homero completando que o que a Engepet pretende a médio e longo prazo “é ser uma empresa detentora, operadora de pequenos campos marginais de petróleo e gás”.

Por fim, Homero Pessoa destaca a satisfação do reconhecimento com o qual a empresa hoje conta no mercado. “Nós nos sentimos lisonjeados com esse reconhecimento técnico. Em termos de faturamento ainda somos uma empresa pequena, mas ficamos muito satisfeitos em ver o resultado do nosso trabalho e dar soluções inovadoras para problemas antigos”, conclui.