NOVOS NEGÓCIOS EM TRANSMISSÃO E RENOVÁVEIS SERÃO O FOCO DA ENGIE BRASIL ENERGIA

O Brasil ganhou recentemente um novo personagem no mercado de transmissão de energia. Trata-se da Engie Brasil Energia, que entrou no setor no final do ano passado, após arrematar um lote com 1.050 km de linhas de alta tensão e cinco subestações no estado do Paraná. A partir de agora, o segmento de transmissão ganha importância dentro dos negócios da companhia. “Hoje há uma demanda desatendida nesta área, que se traduz em oportunidades de investimento rentáveis. Essa situação deve perdurar por mais alguns anos. Vamos crescer ano a ano, aproveitando leilões, e buscaremos ser um player bastante relevante”, disse o diretor-presidente da Engie Brasil Energia, Eduardo Sattamini. Ao mesmo tempo, a empresa vai dar atenção especial ao segmento de energia renováveis. O executivo afirma que a companhia está analisando em quais projetos vai participar no leilão A-4 de abril. “Já somos uma grande geradora de energia limpa e renovável e a matriz elétrica brasileira é uma das mais limpas do mundo. Seguiremos avançando muito em energias renováveis complementares e em linhas de transmissão”, concluiu.

Qual o balanço das operações da empresa em 2017?

Em 2017, a Engie Brasil Energia consolidou o crescimento com a entrada em operação de novos ativos, a compra de usinas de geração renovável e a entrada no negócio de transmissão. Foi um ano de excelente desempenho, gestão eficaz do portfólio e redução de despesas.

A empresa obteve lucro líquido acumulado de R$ 2 bilhões, 29,5% a mais que em 2016. Nosso recorde até agora. Estamos satisfeitos com os resultados obtidos na execução de nossa estratégia de crescimento sustentável, maior captura de valor de nossos ativos, descentralização, descarbonização e digitalização.

E quais são os objetivos da Engie Brasil Energia para 2018?

A Engie tem como prioridade investir em fontes renováveis de geração e transmissão de energia. Continuaremos empenhados no desenvolvimento de novos projetos, mantendo sempre a disciplina financeira que temos demonstrado em nossos investimentos.

Já somos uma grande geradora de energia limpa e renovável e a matriz elétrica brasileira é uma das mais limpas do mundo. Seguiremos avançando muito em energias renováveis complementares e em linhas de transmissão.

Na área comercial, estaremos cada vez mais próximos de nossos clientes e mercados com a nossa comercializadora varejista e aumentaremos nossa atuação em trading de energia.

Em complementares, seguiremos investindo em complexos eólicos e usinas solares, sempre que as oportunidades forem boas para a Engie dentro de nossa estratégia de crescimento sustentável e com retorno para os acionistas, a sociedade e os nossos colaboradores.

A empresa entrou recentemente na área de transmissão. Como tem sido este mercado até então e quais serão os próximos passos?

Enxergamos as linhas de transmissão como um negócio com alto potencial de desenvolvimento. No caso do Brasil, um país de dimensões continentais, o investimento em infraestrutura de transmissão aumenta a segurança do sistema elétrico, tendo em vista a intermitência no despacho das fontes renováveis, e consequentemente, promove diminuição de emissão de gases de efeito estufa.

Hoje há uma demanda desatendida nesta área, que se traduz em oportunidades de investimento rentáveis. Essa situação deve perdurar por mais alguns anos. Vamos crescer ano a ano, aproveitando leilões, e buscaremos ser um player bastante relevante. O investimento em infraestrutura está totalmente alinhado com a estratégia da Engie, pois propicia a diversificação do portfólio de ativos no Brasil e contribui para a redução de gases de efeito estufa ao transportar a energia de maneira mais eficiente.

Quais são as oportunidades que a Engie quer aproveitar dentro do setor de energia solar e eólica no Brasil? Quais são os planos de crescimento?

A Companhia tem diversos projetos de fontes solar e eólica em diferentes fases de desenvolvimento. Na fonte eólica, por exemplo, temos a fase 2 de Campo Largo, na Bahia, com 330 MW; a expansão de Umburanas, também na Bahia, com potencial de 245 MW adicionais; e o Complexo Eólico Santo Agostinho, no Rio Grande do Norte, com potencial de 600 MW. Na fonte solar, temos a expansão da Central Fotovoltaica de Assu, no Rio Grande do Norte, com capacidade de 146 MW; e o Complexo Fotovoltaico de Alvorada, na Bahia, com capacidade de 90 MW. Ainda estamos analisando com quais projetos vamos participar no leilão A-4 em abril. Obviamente, nem todos esses projetos serão comercializados, mas eles demonstram que estamos preparados para crescer em eólica e solar, mantendo a disciplina financeira.

No médio e longo prazo, como a empresa pretende crescer no Brasil?

Estamos preparando a Engie para se tornar ainda mais relevante para pessoas, empresas e cidades. Aqui no Brasil seguimos a estratégia global de descarbonização adotada pelo Grupo, isto é, sair da geração de energia a partir do carvão e de focar nosso crescimento em fontes renováveis e gás natural. O aumento da participação das fontes solar e eólica na matriz energética é irreversível, o que confirma nossa acertada decisão de investir nesse segmento já há mais de uma década. A lista de projetos citados na resposta anterior é uma evidência de como estamos nos preparando para responder o aumento da demanda por energia renovável.

Além disso, a Engie Brasil Energia adota uma estratégia de comercialização que visa um mix entre o mercado regulado de energia, com contratos de longo prazo, e o mercado livre, com contratos de curto e médio prazos para atender o seu portfólio de clientes. No médio e longo prazo entendemos que haverá uma pulverização de clientes no mercado livre. Nós estamos nos preparando para atender um número expressivo de clientes, num ambiente de maior complexidade. A digitalização será uma força a nosso favor para a atração e retenção de clientes, o fechamento de negócios e a administração de contratos de energia.

Qual a expectativa de crescimento para os próximos anos?

Não falamos em crescimento em termos de números. O que projetamos é continuar sendo um player destacado no mercado, que oferece soluções inovadoras e sustentáveis em energia a nossos clientes e que é agente ativo da transição energética ao transformar a relação das pessoas, empresa e cidades com a energia para um mundo sustentável.

Fonte: PetroNotícias